Defesa de dissertação de mestrado

Mestrando(a): Michele de Almeida Rosa Rodrigues
Título: Bateria Ritmo Forte do G.R.E.S. Unidos da Piedade: um estudo a partir da atual geração de ritmistas às antigas batucadas
Data: 30/11/2020
Horário: 18h
Local:  Webconferência – Link: https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/carlos(link is external)

Banca Examinadora: 
Orientadora: Aissa Afonso Guimarães (PPGA/UFES)
Examinador interno: Alexandre Siqueira de Freitas (PPGA/UFES)
Examinador externo: Osvaldo Martins de Oliveira (PPCS/UFES)

Resumo
A presente dissertação estudou a relação do presente com o passado, cujo foco foi na trajetória da Bateria Ritmo Forte do Grêmio Recreativo Escola de Samba - G.R.E.S. Unidos da Piedade, de suas origens, as antigas Batucadas da década de 1950. O objeto de estudo conduziu para o desenvolvimento rítmico do batuque por época do primeiro Mestre de Bateria Aloízio Parú, da transformação das práticas artísticas e como é concebido pela atual geração de ritmista. Nesse contexto, a investigação inclinou-se para a transmissão de saberes, a tradição e a identidade tendo em vista a inovação que é pretendida pela nova geração de ritmistas. Dentre as questões, vale destacar: as inovações e suas implicações identitárias, na qual se se contrapuseram os temas ‘tradição x inovação’. Com isso, estendeu-se a pesquisa a outra Escola de Samba, o G.R.E.S. Chega Mais, especificamente à Bateria Chegada Mais Quente, a fim de averiguar se concepções divergentes sobre a inovação na Bateria Ritmo Forte seja uma constante, também, em outras Baterias de Escolas de Samba. Isso requereu proceder à análise comparativa. O objetivo geral foi analisar a trajetória da Bateria do G.R.E.S. Unidos da Piedade a partir da atual geração de ritmistas às antigas Batucadas da década de 1950. Os objetivos específicos foram: averiguar elementos de ordem musical herdados das antigas Batucadas; verificar os meios de transmissão oral de saberes entre o Mestre e seus ritmistas e proceder à análise comparativa quanto problematização dos conceitos identidade e tradição. A metodologia adotou o caráter qualitativo, realizada em três fases complementares sendo: a observação, a observação participante (como ritmista) e as entrevistas semiestruturadas. Os entrevistados são três Mestres de Bateria, sendo: Denis Guimarães, conhecido como Mestre Sapo; Jackson Luiz Mourão, o Mestre Jackson e Genivaldo Monteiro Alves, o Mestre Genivaldo. O referencial teórico constou autores que trataram de Escola de Samba e Batucada, dentre eles: Cavalcanti (1995; 1999); Amorim (2014), Sodré (1998) e o Jornal Folha Capixaba (1954, 1956, 1957, 1958). Quanto à função do Mestre de Bateria, com foco na identidade, na rítmica e nos instrumentos musicais, teve-se: Mestrinel (2009, 2018), Farias (2010) e Siqueira (2012). Os assuntos históricos, políticos, culturais e sociais teve apoio em autores como Oliveira (2011) e Carvalho (2000). Os resultados apontaram mudanças, seja na forma de conduzir a Bateria, dos instrumentos musicais, inovações rítmicas (bossas) e outros. Daí compreendeu-se que as implicações em torno da identidade e da tradição independe da atual geração de ritmista, são geridas pelo sistema que rege o desfile que vem desde a época das Batucadas
 
Palavras-chave: Batucadas. Bateria. Mestre. Tradição. Identidade. Inovação.

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