Da escultura cinética à Arte Cibernética no Brasil: 1950-1975

Resumo: Enquanto gênero artístico em sintonia com os avanços da ciência e da tecnologia, a Arte Cinética colocou o artista não mais como criador de formas e cores estáticas, mas como inventor/engenheiro/criador de objetos/máquinas funcionais. Ao dialogar e interagir com os objetos, pondo-os em ação, o público era retirado da posição de contemplador passivo e tornava-se um interlocutor ativo e uma espécie de co-autor da obra. Os objetos-máquinas produzidos no Brasil por alguns artistas que possuíam conhedimentos de engenharia ou de motores, se movimentam, emitem sons, luzes coloridas, jorram líquidos ou praticam outras ações inusitadas. Ao solicitar a interação do público, aArte Cinética desmontava a tradicional imobilidade das formas artísticas e subvertia o conceito de obra de arte, propondo um novo estatuto de artista e de interlocutor. O advento de novos materiais e tecnologias como o computador, permitiu que na década de 60, Waldemar Cordeiro realizasse as primeiras experiências de Arteônica no Brasil, recorrendo a uma nova ferramento: um computador IBM adquirido pelo Instituto de Física da USP.

Data de início: 2008-03-01
Prazo (meses): 24

Participantes:

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Coordenador Almerinda da Silva Lopes
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