DO MONUMENTO À ARTE PÚBLICA: mediações e rupturas da arte pública no Espírito Santo a partir dos anos 1990

Resumo: Este projeto de pesquisa consiste em um inventário histórico e artístico das obras destinadas a espaços públicos no Espírito Santo a partir dos anos de 1990, buscando contribuir para a historiografia da arte capixaba. O objetivo principal é investigar e refletir sobre as singularidades, mediações e fraturas da arte pública no Espírito Santo a partir dos anos 1990, enquanto linguagem em construção que desmonta o tradicional sistema visual e significativo do monumento público histórico e tradicional, bem como propicia o surgimento/consolidação de uma nova categoria na arte contemporânea. A falta de documentação e reflexões sobre arte pública no estado justifica esta pesquisa, pois os últimos dados levantados e publicados datam dos anos de 1980. Será realizada pesquisa documental, bibliográfica para fundamentação teórica e pesquisa de campo para levantamento e catalogação das obras investigada, as quais serão analisadas a partir de seu processo de criação.

Abordando o limite ampliado do que seria entendido como espaço público, Alves (2006) debate sobre a escultura pública e conceitua espaço público como sendo “aquele para cujo acesso o expectador necessita da livre circulação”. Portanto, para apreciar a arte em espaço público, não é necessária permissão, nem pagamento, nem tampouco atravessar muros, grades, etc. Ressalta, ainda, a classificação semipública como escolas, pátios de empresas estatais, espaços militares, cemitérios, etc.
Em relação ao que efetivamente é arte pública, sabe-se que são várias as tentativas de situá-las dentro de um conceito que abrace todas as possibilidades (KASTNER, 2010; SANTOS, 2002; FIDELIS, 2006); entretanto, ambos, objetos, arte e espaço, estão sujeitos às variações do tempo e da evolução da própria cultura e da própria paisagem da cidade (ARGAN, 2005; PEIXOTO, 2004; ROSSI, 1995). O próprio conceito de monumento criado por Riegl no final do século XIX (RIEGL, 1987), ratificado por vários autores ao longo do século XX, não mais cabe à modalidade de arte disposta em espaços de grande circulação urbana ou em roteiros intervencionistas pelo vazio do campo como no projeto Fronteiras do Instituto Cultural Itau, e para pensarmos no caso capixaba, para obras como as do artista Washington Santana (CIRILLO,2009) ou aquelas que integraram a Bienal do Mar de 2009/2010 (MARGOTTO, 2010). Assim, é preciso ampliar e compreender esse novo conceito na produção artística capixaba, pois ele se coloca como uma problemática para os estudos da história e crítica de arte capixaba.
Este projeto conta hoje com recurso do edital Universal 2011 do CNPQ e aguardamos aprovação pela FAPES.

Data de início: 2011-12-01
Prazo (meses): 24

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Aluno Mestrado Vinicius Martins Gonzalez
Aluno Mestrado Ciliani Celante Eloi Jeronymo
Aluno Mestrado Marcela Belo Gonçalves
Coordenador Aparecido Jose Cirilo
Acesso à informação
Transparência Pública

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