As participações e a evocação de memórias olfativas na produção da artista Josely Carvalho

Nome: Daniellen Welsing Nogueira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 31/08/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ricardo Mauricio Gonzaga Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alexandre Emerick Neves Examinador Interno
Milton Esteves Junior Examinador Externo
Ricardo Mauricio Gonzaga Orientador

Resumo: A presente pesquisa reflete sobre os modos de participação e evocação de memórias que ocorrem em trabalhos da artista brasileira Josely Carvalho, em especial, as instalações: Nidus Vitreo (2010), Vidro de Cheiro (2011) e Diário de cheiros: passagens (2011). Para abordarmos a produção da artista, estruturamos a pesquisa em três etapas, sendo a primeira: a apresentação de um panorama da história da arte por meio de um recorte que demonstre as modificações do campo, da figura do espectador, dos modos de apreensão de um trabalho e o surgimento de participações que envolvem os diversos sentidos do corpo e trazem para a experiência o repertório pessoal do participante. No segundo momento, abordamos o tema memória, seus significados, a sua ligação com o olfato e sua presença na arte. Por fim, iniciamos a abordagem da produção de Josely Carvalho que em sua extensa produção, iniciada na década de 70 nos Estados Unidos, discutiu sobre diversos temas, tais como guerras, a figura da mulher, a ideia de abrigo, dentre outros. Diante de uma escassez de estudos em relação à produção de Josely Carvalho, recorremos ao levantamento de materiais, como entrevistas, catálogos, o que tornou possível verificar a gradativa aparição do odor, da incorporação do repertório pessoal do público e da participação na carreira da artista. Os nexos existentes em sua produção, e apresentados nesta dissertação, nos revelam como a memória olfativa passou a se tornar tema principal em uma série da artista: Diary of Smells. Por meio de uma investigação, verificamos que o convite à participação se une às memórias olfativas do público, ocorrendo de formas distintas, tanto pela forma em que essas memórias são evocadas, por meio do ato consciente de rememorar ou pelo contato com um odor, e incorporadas, pela artista ou pelo próprio público, quanto pelas participações que ora ocorrem no processo de elaboração de instalações, ora no período em que uma instalação é exposta.
PALAVRAS-CHAVE: Josely Carvalho; Participação; Memória Olfativa; Odor; Instalação.

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